A HISTÓRIA.

Como nasceu a Elim.

O Nascimento da Elim

A história da Igreja Elim começa no País de Gales, no início do século XX, com a conversão de um homem, George Jeffreys.

O principado do Reino Unido, menor do que estado brasileiro do Sergipe, tinha uma população de pouco mais de um milhão de pessoas e era repleto de igrejas e capelas, pois quase todos os galeses frequentavam um lugar sagrado regularmente.

Numa época em que não havia rádio nem televisão, os cultos eram um acontecimento importante e admirava-se as boas pregações que costumavam atrair grandes audiências. Mas apesar dos cultos bem preparados, aos poucos a falta de paixão pela mensagem foi tomando conta dos fieis e já não se sentia o mesmo vigor nas reuniões religiosas.

Dean Howell iniciou a transformação desse quadro em 1903, quando escreveu um artigo conclamando o povo galês a buscar Deus por algo novo. Mas foi Joseph Jekins que na passagem de ano de 1903 para 1904, através da conversão da jovem Florrie Evans reacendeu a chama da fé nos jovens galeses, o clima estava preparado para que Roberts Evan, de apenas 26 anos de idade, incendiasse toda uma nação com suas pregações, ele saiu por Gales convertendo as pessoas e derramando a unção do Espírito Santo sobre elas.

Em 1904 ocorreu então um grande evento para o mundo pentecostal, o Avivamento Galês. Na ocasião aproximadamente 100 mil pessoas de Gales se uniram ao movimento pentecostal. De acordo com alguns estudiosos, este foi um dos maiores avivamentos da história, dado o curto tempo de duração e o impacto que causou, não só nas regiões circunvizinhas, mas através do mundo inteiro. Internacionalmente, cristãos evangélicos tomaram este evento como um sinal do cumprimento da profecia do Livro de Joel da Bíblia, (Joel 2:23-29) que estava para acontecer.

Após o avivamento, com um novo movimento religioso introduzido nos vales galeses, alguns cristãos ainda tinham forte resistência ao pentecostalismo, entre eles George Jeffreys e seu irmão mais velho, Stephen. Foi quando o filho de Stephen, Edward, orou em línguas durante uma reunião em West Wales, que eles se viram obrigados a examinar o movimento de renovação com mais cuidado e, em seguida, os dois irmãos chegaram à conversão no dia 20 de novembro de 1904.

A família Jeffreys tinha sofrido muitas perdas recentes, cinco irmãos e o pai morreram. George estava mal de saúde, sofria de um problema na fala e apresentava o começo de uma paralisia facial. Mas com a conversão dos irmãos, Deus providenciou aos Jeffreys não apenas o alento aos seus corações como a cura de George para as enfermidades que apresentava.

Um exímio pregador.

George Jeffreys nasceu dia 28 de fevereiro de 1889, era o sexto de oito filhos de Thomas e Kezia Jeffreys.

Em 1911 ele estava convencido de ter escolhido um caminho verdadeiro para sua fé e se batizou no Rio Llynfi. Imediatamente se uniu a um grupo de pentecostais e começou sua pregação. Seu irmão, Stephen, também foi batizado no Espírito e deu início ao seu próprio trabalho de ganhar almas para Cristo.

George começou a fazer pregações em algumas salas no País de Gales e com pouco tempo ministrando, logo um grande número de convertidos vinha para a União Missionária Pentecostal, do qual ele fazia parte. Porém ele acreditava que precisava se aperfeiçoar para atuar como líder e ingressou no Conselho da União Missionária Pentecostal, que o aceitou como um aluno para a formação evangelizadora na Escola Bíblica de Preston, em novembro de 1912. Apesar de ser um bom discente, George permaneceu por pouco tempo, pois precisava ajudar seu irmão nas reuniões que ministrava. Naquelas reuniões ministradas pelos Jeffreys, observava-se uma unção admirável. Em apenas sete semanas, houve 130 convertidos, bem como um número de pessoas curadas e batizadas no Espírito Santo. Logo, um jornal cristão publicou a manchete: “País de Gales na madrugada do Avivamento”, referindo-se ao trabalho primoroso realizado pelos Jeffreys com a missão de ganhar almas para Cristo.

George chegou a ser convidado a pregar na Convenção Pentecostal em Sunderland, uma grande honra para ele, porque era, aos 24 anos de idade, de longe o mais jovem palestrante na Convenção. Como resultado dessas reuniões ele foi convidado pelos irmãos George e William Gillespie a ministrar na Irlanda, mas quando o proprietário da sala que estava sendo alugada para as reuniões soube que se tratava de oradores pentecostais cancelou a reserva do local, antes mesmo da primeira reunião.

Surge a Elim.

Durante algumas reuniões em Belfast (Irlanda do Norte), George Jeffreys conheceu um grupo de jovens em Monaghan, no dia 7 de janeiro de 1915, no Hotel Temperance Knox. Du-rante essa reunião que incluía sete homens, entre eles Robert Ernest Darragh de Bangor, que também havia sido um estudante da Bíblia na Escola de Preston, eles criaram o movimento pentecostal do qual batizaram de Elim, em referência ao oásis encontrado pelo povo de Moisés em Êxodo 15:27.

O grupo convidou George para assumir o trabalho evangelístico permanente na Irlanda do Norte. Lá, um salão um pouco degradado foi adquirido na Rua Hunter (Belfast), e se tornou a primeira igreja do ministério recebendo o nome de: “Igreja Elim de Cristo”. George Jeffreys era o Pastor responsável por ela.

George conseguia como ninguém converter vidas para Cristo e ao mesmo tempo ser um excelente administrador, por isso o grupo crescia cada dia mais. Logo, os homens e mulheres que faziam parte da igreja adotaram o nome de “Banda Evangelística Elim” em 1916, e até o final de dezembro de 1920, havia 21 trabalhadores em 15 igrejas na Irlanda do Norte. Muitos dos que aderiram ao ministério que nas-cia eram cristãos eficazes na pregação do Evangelho, mas enfrentavam um sério problema para pagar as contas, pois o caixa era muito apertado e isso às vezes frustrava um pouco o trabalho desenvolvido. Muitas vezes, George foi duramente pressionado a encontrar renda para manter as igrejas e assim teve que responder às inúmeras cartas onde era convidado a pregar em reuniões em vários lugares distantes pelo país.

Até que inesperadamente, George recebeu a notícia que tinha sido o principal beneficiário de um espólio considerável deixado por uma senhora no norte do País de Gales em novembro de 1917. George foi aconselhado por seu amigo, John Leech KC, a mudar o registro de “Banda Pentecostal Elim” para “Aliança Pentecostal Elim”, pois esse nome dava o reconhecimento oficial do grupo como uma denominação cristã e livrava George de ter que pagar imposto sobre a herança.

George continuou a pregar em vários lugares, inclusive na Inglaterra, mesmo durante a Primeira Guerra Mundial, mas não estabeleceu nenhuma igreja por lá. Em 1921 foi convidado por George Kingston para realizar reuniões em Leigh-on-Sea, Essex. Assim, a primeira obra Elim na Inglaterra foi estabelecida. Em 1922, George se mudou para Londres e assumiu uma igreja em Clapham.

Em viagem à Nova Iorque, George e seus seguidores visitaram o “Templo dos Anjos” e ficaram impressionados com a organização da Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular, tanto que quando retornaram à Inglaterra decidiram implantar algumas coisas que viram e que consideraram adequadas para Elim. Além disso, incorporaram o nome “Quadrangular” no título da sua congregação. Assim, a igreja Elim passou a se chamar: “Aliança Elim do Evangelho Quadrangular”, nome que oficialmente é usado até hoje.

Após uma série de curas notáveis, grandes multidões logo encheram os salões alugados na Inglaterra e em menos de dez anos Elim havia inaugurado 36 igrejas na área de Londres. Uma pequena Escola Bíblica foi iniciada no salão menor da Igreja Clapham em 1925, e quando um antigo prédio de um convento foi adquirido na cidade, ali inauguraram em janeiro de 1926 o Colégio Bíblico Elim. Os escritórios foram construídos ao lado e o local de quatro hectares se tornou um centro de atividade pelos próximos 40 anos.

Em setembro de 1936, a Elim alugou o Palácio de Cristal para comemorar simbolicamente sua “maioridade”, ou seja, o aniversário de 21 anos. Cerca de 15 mil pessoas se reuniram para a cerimônia.

O crescimento da igreja no Reino Unido era notável a cada ano, mas Jeffreys estava convencido que seu dom era o de ganhar almas para Cristo e já não fazia isso com tanta frequência, pois estava atrelado à parte administrativa da Elim. Além disso, as discordâncias burocráticas com os líderes eram cada vez mais acentuadas e em 1940, renunciou sua posição dentro da Elim.